Terça-feira, 4 de Maio de 2010

[PT]
Para o nosso trabalho de fim de curso propusemos à escola trabalhar em grupo na reabilitação de uma fábrica abandonada no bairro da Fontinha, centro do Porto. A fábrica pertencia ao escultor José Rodrigues, que ocupava um dos pavilhões com o seu ateliê. Propusemos um “contracto” ao escultor - ele cedia-nos um espaço para o nosso ateliê e em troca ajudávamo-lo a reabilitar a fábrica. A nossa primeira intervenção foi recuperar o antigo nome desta fábrica de chapéus do séc. XIX. Nasceu assim a Fábrica Social.
Para quatro estudantes de arquitectura, “viver” numa fábrica abandonada representou uma oportunidade para fazer várias experiências de carácter prático e permitiu também um contacto mais directo com a comunidade. Este processo, que designamos de “obra aberta”, compreendeu um grande número de actividades, como limpezas, construção de protótipos, balões solares, sessões de cinema, teatro, workshops, publicação de livros, festas, e reuniões de bairro. Toda esta dinâmica veio ao encontro de um antigo sonho do escultor José Rodrigues de criar um espaço na cidade dedicado à criatividade, onde pudesse trabalhar, expor o seu trabalho e oferecer espaços de trabalho para jovens artistas.
Para o nosso projecto académico propusemos, assim, a criação de um Campus da Criatividade, através da reabilitação da fábrica, do antigo bairro operário e dos jardins envolventes. A Fábrica seria reservada à Fundação José Rodrigues, com todas as suas valências: salas de exposição, auditório, bar, secretaria, ateliê de escultura, ateliê de pintura, ateliê de desenho, etc. Para os restantes espaços do campus propusemos quatro novos programas, cada um desenvolvido por cada aluno:
- uma residência para artistas, através da reabilitação de casas do bairro, adaptando uma tipologia tradicional a novas formas de habitar, e promovendo também uma maior diversidade cultural.
- um parque de estacionamento, resolvendo o problema da circulação automóvel e libertando as ruas envolventes, e novos ateliês de trabalho, de carácter mais flexível e adaptável.
- um laboratório de fabricação pessoal, que permite o desenvolvimento de tecnologias apropriáveis e conviviais, ocupando uma das unidades da Fábrica.
- um centro de estudos do meio ambiente, no jardim, tendo como objectivos a regeneração da mancha verde e a pesquisa e desenvolvimento de novas práticas ecológicas.
Como forma de estruturar estes elementos propusemos o que chamamos de “aqueduto”, uma rua no céu que promove novas formas de circulação dentro da fábrica e no quarteirão, e que funciona como referência visual deste novo campus, numa zona elevada da cidade.
Este campus da criatividade pretende servir, assim, como motor de reabilitação desta zona da cidade, principalmente através do envolvimento e participação activa dos seus residentes. Cria-se um projecto em que o caminho é em si um fim.
Ana Ruivo
Pedro Carvalho
Samuel Carvalho
Samuel Rodrigues
Este projecto foi distinguido com o Prémio de Integração Social no “Vizzion- European Competition for Architecture with a High Environmental Value 2009”.
[ENG]
For our final diploma project we proposed to our school that we work as a group in the renovation of an old factory in Fontinha, a working class neighborhood in the center of Oporto. This factory belonged to the sculptor José Rodrigues who used one of the pavilions as his studio. We proposed a “deal” with the sculptor- he would grant us a studio space and we would help him rebuild his factory. Our first idea was to bring back the old name of this 19th century hat factory. Fábrica Social was born.
For four architecture students living in an abandoned factory this represented a unique opportunity to develop various experiments of a more practical nature and also have a more direct contact with the community. This period that we called “open work” comprised a number of activities from cleaning, building prototypes, cinema, workshops, book publishing, theatre, parties, solar balloons and community meetings. This new dynamic re-inspired José Rodrigues’ dream of creating a place in the city dedicated to creativity, where he could work, exhibit and offer work space for younger artists.
For our academic project we proposed to our client the idea of a Creativity Campus, through the renovation of the factory, the adjacent working class neighbourhood and the surrounding abandoned gardens. The factory would be mainly dedicated to the sculptor’s Foundation with all it’s required space: exhibition rooms, auditorium, bar, administration, studios etc. For the remaining of the campus we proposed four new programs which would be developed by each member of the group:
- Housing for artists in renovated working class houses, adapting a traditional typology to new ways of living, and promoting cultural diversity.
- Creating parking space to free the surrounding streets, and creating more studios spaces of a more adaptable a flexible character.
- The renovation of part of the factory for a “personal fabrication laboratory” for the development of convivial technologies.
- An Environment Research Centre in the garden for the research and development of new ecological practices and the regeneration of the gardens.
Connecting these elements we propose what we call the “aqueduct”; a sky walk that provides new circulation in the factory and creates a visual reference for the campus in this elevated part of the city.
This Creativity Campus will serve as the motor for the renovation of this area of the city, mainly through the involvement and active participation of its residents. We therefore create a project where the path is in itself an end.
Ana Ruivo
Pedro Carvalho
Samuel Carvalho
Samuel Rodrigues
This project received the Social Integration award at the “Vizzion- European Competition for Architecture with a High Environmental Value 2009”.
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
[PT] Esta é quase sempre das primeiras perguntas que arquitectos, na casa dos trinta, fazem quando se encontram. E as respostas não variam assim tanto. Há os que fugiram da profissão lançando-se noutros ofícios, os que fugiram do país para se lançarem na profissão e os que optaram por ficar no país e na profissão.
Os auzprojekt foram dos que ficaram e iniciaram a sua actividade profissional no séc. XXI. Não é difícil de imaginar que desde então batalhem diariamente por trabalho - leia-se projectos para obras de custos reduzidos. Nunca ninguém lhes fez chegar o convite para o fim de festa do Dubai, nunca representaram Portugal numa exposição internacional de arquitectura, nem integraram as comitivas de empresários “inovadores” nas visitas de Estado à China ou a outras países com que Portugal pretenda fazer negócio.
Os auzprojekt sempre trabalharam com custos controlados e da crise fizeram o seu alimento. À margem de outros, que repetindo os clássicos do final do séc. XX desenvolvem imagens, fachadas e imaterialidades esperando eternamente o reconhecimento da estratosfera mediática, os auzprojekt retomam o inevitável papel social do arquitecto recolocando a prática de projecto no campo das ideias de onde nunca devia ter saído.
E será que alguma vez saiu?
Tiago Mota Saraiva
(Texto sobre o atelier Auzprojekt publicado na A21, Março 2009, nº 2 sobre "Crise")
[ENG] Text by Tiago Mota Saraiva about Auzprojekt published at A21, March 2009, n. 2 "Crises". No english translation.
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
[ENG] The Tomar Environmental Monitoring and Interpretation Offices (EMIO) (Tomar, Portugal), from the portuguese office
Embaixada, was awarded on the
contractworld.award 2009. Congratulations!
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Arquitecto Luís Pereira Miguel vence concurso internacional
28 de Julho de 2008, 17:56
Lisboa, 28 Jul (
Lusa) - O arquitecto Luís Pereira Miguel venceu com o projecto CombiSpace o concurso internacional ColorsDesigner, promovido pela POLI.design - Consórcio Politécnico de Milão, aberto a jovens criativos, designers e arquitectos.
Foram colaboradores do arquitecto vencedor neste projecto os arquitectos Inês Ludovino e Daniel da Silveira.
O objectivo do concurso é desenvolver novos conceitos para as grandes empresas internacionais de vestuário.
"Neste meio - disse Pereira Miguel à agência Lusa - uma das saídas é participar em concursos. Eles são para nós uma área de investimento".
Participaram candidatos de 46 países, tendo sido seleccionados seis projectos finalistas.
O júri, presidido pelo arquitecto italiano Andrea Brazi, realçou no projecto vencedor "a união original e fluida entre os dois pisos do edifício, criando um espaço comercial articulado que corresponde muito bem às necessidades formais e comunicativas do concurso".
Com 500 metros quadrados, o CombiSpace, destaca ainda o júri, é "a visão de um grande espaço comercial de venda de vestuário para a marca Benetton", representando "a possibilidade de o consumidor interagir na transformação do espaço", o que resulta numa "experiência social totalmente nova".
"O concurso é internacional - salientou Pereira Miguel -, a Benetton tem uma projecção grande. Para nós, é importante estarmos associados a uma marca como esta. É um bom cartão de visita" para o futuro.
A entrega dos prémios está agendada para Outubro, devendo o arquitecto português acompanhar a construção do projecto na cidade de Omsk, na Rússia.
Em concreto sobre o começo da construção, Pereira Miguel observou não ter ainda conhecimento de datas.
Nascido em Lisboa em 1974, Luís Miguel Pereira estudou Arquitectura no Porto, Cottbus (Alemanha) e Lisboa, diplomando-se em 1997 na Universidade Lusíada.
Em 2001, concluiu o Mestrado em Arquitectura e Urbanística e em 2005 foi um fundadores da "PM Arquitectos" em Lisboa, que intervém fundamentalmente nas áreas da habitação unifamiliar, restauração, recuperação e alteração de prédios antigos.
Em 2007, a "PM Arquitectos" foi seleccionada como um dos melhores ateliers de arquitectos portugueses "under 40" pelo site especializado www.newitalianblood.com.
RMM
[site
PM-ARQ]
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
Centro Escolar de Fonte de Angeão
Município: Vagos
(41 propostas)

Miguel Marcelino1º Prémio
Claúdio Vilarinho2º Prémio
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
[PT] Recentemente chegou-nos a notícia que a rubrica "Novas Expressões" da revista "Arquitectura e Vida" terminou.
Editada por
Carlos Pedro Sant'Ana esta era uma porta aberta para novas formas de ver e fazer arquitectura. A pesquisa e carácter laboratorial com que a sua edição era tratada, distinguia todos com a mesma relevância, não olhando a "escolas", países, ou escalas de ateliers.
A nossa relação com as "Novas Expressões" também é significativa porque foi onde foram publicados pela primeira vez um conjunto de trabalhos do ateliermob (ainda arqmob) e uma entrevista, em Fevereiro de 2007.
A "Arquitectura e Vida" e todo o mercado editorial sobre arquitectura ficam mais pobres.
Alguns números ainda podem ser vistos
aqui. As "Novas Expressões" do ateliermob pode ser vista
aqui.
[ENG] No English translation.
Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

from
S'A ARQUITECTOS +
ESESTUDIO - Bridging the City
[PT] Em Varsóvia vai-se repensando a cidade. Em Lisboa...
[ENG] Warsaw's discussion for rethinking the city. In Lisbon...
[
link]
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
[PT]Os
plano b, no dia 31 de Maio, vão estar em Beja a apresentar os seus trabalhos mais recentes.
31 Maio 17h, Conferência Plano B Arquitectura, com Francisco Freire
Sede do Núcleo do Baixo Alentejo da Ordem dos Arquitectos
Rua D. Manuel I, nº 30, Beja | e-mail: n.baixoalentejo@oasrs.org
[
via site da OASRS]
[ENG] no english translation
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
O Filipe Gil, dias antes de deixar de ser director da "Construir", escreveu este interessante artigo sobre a ausência de jovens arquitectos portugueses dos tops internacionais.
Valores perdidosFilipe Gil
11 de Abril de 2008
A última edição da conceituada revista britânica Icon (iconeye.com) publica um artigo sobre os vinte arquitectos essenciais da nova geração. Na escolha estão alguns nomes já relativamente conhecidos, caso dos dinamarqueses BIG, os londrinos FAT, ou os nova-iorquinos REX, entre outros. E, uma das coisas que saltou à vista foi que entre estes "outros" nenhum nome era o de um português(a). As desculpas poderão ser muitas, sobretudo porque sabemos que sendo uma revista britânica, têm a tendência para dar importância única e exclusivamente ao mundo anglo-saxónico, mas nesta lista são também indicados chineses, franceses, belgas e holandeses, entre outros onde, mais uma vez, não aparece nenhum nome luso. Seguindo e conhecendo alguns dos jovens valores da arquitectura portuguesa senti, ao ler o artigo, aquela sensação muito futebolística de ter sido "roubado a jogar em casa", pois é algo injusto que ao menos um nome não esteja presente. No entanto, e se não tenho quaisquer dúvidas do valor da arquitectura nacional, sobretudo dos jovens nomes - essa foi uma das ideias principais para lançarmos o Yearbook´0708 - Arquitectura em Portugal, que estará nas bancas no final de Maio -, a ausência nacional deve-se, em último caso, a culpa nossa, do mercado da construção (onde incluo todas as áreas da arquitectura à construção). Se estes jovens internacionais são conhecidos é, certamente, pelas suas ideias, mas acima de tudo pelas suas obras. Agora, digam-me os senhores promotores e os senhores construtores portugueses nomes de cinco, apenas cinco, arquitectos lusos de qualidade com idades inferiores a 30 anos? E ainda melhor, quantos deles têm obra feita no nosso país. Ou seja, continuando a teoria, são muitos os que não apostam nos valores nacionais, aliás são a grande maioria. Deixam-nos partir para o estrangeiro, para trabalhar noutros países, para outros projectos onde a criatividade é permitida, enquanto que aqui, na Ocidental praia Lusitana, adoramos chamar nomes estrangeiros com prova provada e com muitos milhões para pagar. Sendo que, no final de contas, e com excepção da Casa da Música de Koolhaas, acabamos por não ter as tais estrelas. Norman Foster para Santos? Jean Nouvel para Alcantâra? Será que irá mesmo acontecer? Enquanto isso os valores nacionais, mais baratos mas não menos criativos são colocados em stand-by até ganharem um prémio no estrangeiro, e mesmo assim, nada garante que algum dia poderão projectar num país que tanto necessita deles. Deve ser do fado!
Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Através do
Aspirina Light e do
EdgarGonzalez.com chegámos a dois tops de jovens arquitectos. Não há nenhum representante português...
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Europe40 under40]
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Icon: 20 essential young architects, via archdaily]