[PT] Esta é quase sempre das primeiras perguntas que arquitectos, na casa dos trinta, fazem quando se encontram. E as respostas não variam assim tanto. Há os que fugiram da profissão lançando-se noutros ofícios, os que fugiram do país para se lançarem na profissão e os que optaram por ficar no país e na profissão.
Os auzprojekt foram dos que ficaram e iniciaram a sua actividade profissional no séc. XXI. Não é difícil de imaginar que desde então batalhem diariamente por trabalho - leia-se projectos para obras de custos reduzidos. Nunca ninguém lhes fez chegar o convite para o fim de festa do Dubai, nunca representaram Portugal numa exposição internacional de arquitectura, nem integraram as comitivas de empresários “inovadores” nas visitas de Estado à China ou a outras países com que Portugal pretenda fazer negócio.
Os auzprojekt sempre trabalharam com custos controlados e da crise fizeram o seu alimento. À margem de outros, que repetindo os clássicos do final do séc. XX desenvolvem imagens, fachadas e imaterialidades esperando eternamente o reconhecimento da estratosfera mediática, os auzprojekt retomam o inevitável papel social do arquitecto recolocando a prática de projecto no campo das ideias de onde nunca devia ter saído.
E será que alguma vez saiu?
Tiago Mota Saraiva
(Texto sobre o atelier Auzprojekt publicado na A21, Março 2009, nº 2 sobre "Crise")
[ENG] Text by Tiago Mota Saraiva about Auzprojekt published at A21, March 2009, n. 2 "Crises". No english translation.




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